O mês de abril de 2026 registou uma taxa de inflação de 2,2%, semelhante à observada no mês anterior e inferior ao limiar de 3% fixado pela CEMAC, no âmbito do seu mecanismo de vigilância multilateral. Em termos homólogos, o Índice de Preços no Consumidor aumentou 2,3%. A inflação subjacente foi de 2,4%.
Os principais grupos de produtos que impulsionaram a evolução da inflação são: (i) “Bebidas alcoólicas e tabaco” (+3,2%); (ii) “Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” (+0,8%); (iii) “Transportes” (+4,1%); (iv) “Saúde” (+3,5%) e; (v) “Restaurantes e hotéis” (+1,7%).
A evolução observada nos preços das “Bebidas alcoólicas e tabaco” deveu-se ao aumento dos preços dos licores (+10,6%), dos vinhos e bebidas fermentadas (+5,4%), e das cervejas importadas (+3,4%).
A inflação de 3,2% observada nos “Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” deve-se principalmente ao encarecimento de: café, chá, cacau e outros vegetais para infusão (+4,9%), peixes e outros produtos secos ou fumados (+6,8%), carne de zebu (+8,3%), pães (+3,9%), água mineral, bebidas refrescantes, sumos de frutas e de legumes (+1,5%), e carne de aves (+3,5%).
Relativamente ao grupo “Transportes”, observou-se um aumento de preços dos veículos automóveis (+8,5%), transporte marítimo e fluvial de passageiros (+7,4%), e transporte aéreo de passageiros (+9,0%).
No que diz respeito ao grupo “Saúde”, verificou-se o aumento de preços principalmente nos Produtos farmacêuticos e farmacopeias naturais (+4,1%), serviços hospitalares (+5,9%) e, serviços de dentistas (+11,7%).